Paulo Bittencourt

Livre Pensamento • Humanismo • Ateísmo

“Não quero crer, quero saber.”


A Vida Artística de Paulo Bittencourt

Nasci em 1966 em Castro, Paraná, mas passei a infância no Rio de Janeiro. Minha mãe levou a mim (e meus três irmãos) à Igreja Adventista. Com 22 anos, deixei de ser ovelha e me converti num livre-pensador.

Sempre gostei de desenhar (como garoto, eu sonhava em ser desenhista de histórias em quadrinhos e desenhos animados), fotografar e cantar. O canto acabou se tornando a principal forma de eu me expressar artisticamente.

Esta é apenas uma pequeníssima seleção das estações artísticas de minha vida. Muitas das coisas criativas que eu fiz (como vender caricaturas nas ruas e expor minhas pinturas a óleo em centros culturais) não está documentada porque aconteceram antes da era digital e numa época em que a maioria das pessoas não se importava muito com fotografar suas realizações.

Paulo Bittencourt, baixo do quarteto gospel do Instituto Adventista Paranaense (1982)
Fui o baixo dum quarteto gospel do Instituto Adventista Paranaense (IAP, hoje Faculdade Adventista do Paraná), um colégio interno de ensino médio na região de Maringá. Meu quarteto se apresentou, por exemplo, num festival no prestigioso Teatro Guaíra, em Curitiba. Eu cantava também no coral desse colégio e era frequentemente selecionado para fazer solos (1982).
Paulo Bittencourt, baixo do quarteto gospel do Instituto Adventista Paranaense (1983)
Meu quarteto, com algumas das moças do coral do IAP (1983).
Paulo Bittencourt, cantando em evento do Instituto Adventista de Ensino, em São Paulo, onde estudou Teologia (1987)
Em 1987, fui estudar Teologia no Instituto Adventista de Ensino (IAE, hoje Centro Universitário Adventista de São Paulo), outro colégio interno, para ser pastor de igreja. Dois anos e meio depois, com a cabeça cheia de questionamentos, abandonei os estudos e, com os 600 dólares que eu tinha ganho vendendo bíblias de porta em porta, fui me aventurar na Europa, onde acabei ficando. No IAE, eu cantava no coral Carlos Gomes (que, às vezes, rodava pelo Brasil), mas também fazia muitos solos. Por pouco, não me tornei o barítono do famoso quarteto Os Arautos do Rei, uma espécie de Os Beatles da Igreja Adventista.
Paulo Bittencourt, apresentando-se com o Coral Arnold Schoenberg, num concerto na Musikverein, em Viena, Áustria (1994)
Mudei-me para a Europa em 1989. Após curta estada em Portugal, França, Inglaterra e Alemanha, fui estudar alemão na Áustria, onde acabei ficando e, no Kon­ser­vato­rium der Stadt Wien, estudei Canto Lírico (Ópera). Na foto, estou num ensaio do Coral Arnold Schoenberg, para um concerto na Musikverein, em Viena (1994). Com esse coral, apresentei-me também no famoso Carnegie Hall, em Nova Iorque.
Paulo Bittencourt, apresentando-se como solista na Boesendorfer Saal, em Viena, Áustria (1996)
Um concerto de canções de Heitor Villa-Lobos, na Sala Schubert, em Viena, cujo objetivo foi conscientizar o público sobre os problemas enfrentados pelos povos indígenas da Amazônia, em especial os ianomâmis (1996). Cantei Três Poemas Indígenas.
Paulo Bittencourt, em traje da peça “Orfeu no Inferno”, no Burgtheater, em Viena, Áustria (1996)
Em 1995, fui contratado pelo maior teatro da língua alemã, o Wiener Burgtheater. Uma das peças de que participei foi apresentada também em Berlim. Na foto, estou num traje da peça Orfeu no Inferno (1996).
Paulo Bittencourt, em traje da peça “Orfeu no Inferno”, no Burgtheater, em Viena, Áustria (1996)
Em outro traje da mesma peça.
Paulo Bittencourt, no camarim do Akademie Theater, em Viena, Áustria (1997)
No camarim do Akademie Theater, em Viena (1997).
Paulo Bittencourt, no camarim do Akademie Theater, em Viena, Áustria (1997)
Com outros atores, em outra peça.
Paulo Bittencourt, no camarim do Akademie Theater, em Viena, Áustria (1998)
Com outros atores, em outra peça do Akademie Theater (1998). O senhor de óculos foi um ícone do teatro austríaco.
Paulo Bittencourt, atuando na peça “Troilo e Créssida” como Antenor, de William Shakespeare, no Burgtheater, em Viena, Áustria (1999)
Poster do Burgtheater anunciando a peça daquela noite: Troilo e Créssida, de William Shakespeare. Meu papel: Antenor.
Paulo Bittencourt, interpretando Guglielmo, da ópera “Così Fan Tutte”, de Wolfgang Amadeus Mozart, no Stadttheater, em Baden, Áustria (1999)
Interpretando Guglielmo, da ópera Così Fan Tutte, de Wolfgang Amadeus Mozart, no Stadttheater, em Baden, Áustria (1999). O jornal Badener Zeitung diz: “A interpretação de Paulo Bittencourt do amante Guglielmo esteve nas melhores mãos, que impressionou com seu lindo barítono e ótima presença de palco”.
Paulo Bittencourt, tocando agogô num desfile de música típica de diferentes culturas, em Viena, Áustria (1996)
Tocando agogô, num desfile de música folclórica de diferentes países, em Viena (1996).
Paulo Bittencourt, tocando e cantando bossa nova no parque Volksgarten, no centro de Viena, Áustria (1999)
Tocando e cantando música brasileira no parque Volksgarten, no centro de Viena (1999). Um dia, passei por ali e vi e ouvi um austríaco tocando bossa nova, que eu, apesar de ser brasileiro, mal conhecia. Fiquei tão encantado que comprei um violão e, learning by doing, passei eu mesmo a tocar (e cantar) nesse parque, que fica em frente ao Parlamento. Virou um ponto de encontro, às vezes até com cervejinha ou vinhozinho.
Paulo Bittencourt, tocando e cantando bossa nova em evento no centro de Viena, Áustria (2015)
Tocando e cantando bossa nova num evento político atrás da prefeitura, no centro de Viena, organizado por uma ONG de direitos humanos, a SOS Mitmensch (2015).
Paulo Bittencourt, nas páginas do jornal Der Standard, numa campanha sobre diferentes culturas, em Viena, Áustria (1996). “Sprache verbindet” significa “A língua une”
Em duas páginas inteiras do jornal Der Standard, numa campanha de conscientização sobre as diferentes culturas presentes na Áustria (1996). O nome desse lugar é Heldenplatz, no centro de Viena. “Sprache verbindet” significa “A língua une”.
Paulo Bittencourt spielt Gitarre und singt Bossa-Nova-Songs
Em outro jornal da Áustria: “Para o músico Paulo Bittencourt, nascido no Brasil em 1966, a bossa nova é o mais sofisticado de todos os estilos musicais. Desde jovem, o violonista do Paraná se apresentou com diversos grupos vocais por todo o Brasil, incluindo o renomado quarteto gospel Os Arautos do Rei. Em 1990, mudou-se para a Áustria e estudou no Conservatório de Viena, onde se formou com sucesso em 2000 como cantor de ópera. Posteriormente, atuou no Stadttheater, em Baden, e no Theater Akzent, em Viena, como cantor em óperas de Carl Orff e Engelbert Humperdinck, além de interpretar o papel de Figaro em O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. Foi cantor contratado do Burgtheater por vários anos, participando de A Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, e da opereta Orfeu no Inferno, de Offenbach. No entanto, sua verdadeira paixão continua sendo a bossa nova. Esse gênero musical, que surgiu no final da década de 1950, é uma mistura de samba e cool jazz. Paulo Bittencourt se acompanhou magistralmente ao violão e interpretou as canções em seu característico estilo sussurrado. Excepcional!”